Receitas Literárias: Potage Parmentier de Julia Child

O tempo esfriou e aproveitei para, finalmente, fazer a receita de Potage Parmentier , ou Sopa de Batatas para os íntimos, que prometi há alguns meses.

E nesse momento algumas pessoas podem se perguntar: Por que Receita Literária se ela é de uma famosa chef americana? Bom, pois apesar da receita ser da Julia Child, eu tomei conhecimento dela através do livro Julie & Julia, lido e resenhado aqui em abril para o #DLdoTigre. Foi essa receita que deu o “click” na cabeça da Julie Powell. Foi em razão dessa receita que ela começou o blog, que mais tarde virou o livro. Então, para mim, é sim uma receita literária.

A Receita

Separei 3 batatas, 1 alho-poró inteiro e mais 1 das várias folhas que o verdureiro da feira resolveu me dar quando disse que iria usar o talo e as folhas para fazer uma sopa, e tirei a manteiga da geladeira.

Cortei as batatas em pedaços médios e piquei o alho-poró. Feito isso, peguei a maior panela que tenho, e ela nem é lá muito grande, cobri tudo com água filtrada (pois aproveitei a água da fervura para fazer a sopa) e adicionei um pouco de pimenta e sal.

Depois de 45 minutos cozinhando em fogo baixo (eu coloquei em fogo alto até levantar fervura, depois diminui) reservei a água e comecei o processo de afrancesamento da sopa, pois apesar de ter dois tipos de processadores em casa, eu me vi amassando as batatas e o alho poró com um garfo em pleno ano de 2014. E como Julie prometera, o resultado é diferente do que se tivesse jogado tudo no processador.

Com tudo devidamente amassado e de volta à panela com a água, ascendi novamente o fogo e quando vi que as primeiras fumaçinhas já se apresentavam peguei a manteiga. E como tudo para Julia Child ficava melhor com muita manteiga, tirei logo duas colheres de sopa e joguei na panela. Que dor na consciência! Enquanto ainda era tempo, tirei um pouco da manteiga que ainda não derretera com a colher e joguei na pia. Então, acho que foi uma colher e meia de sopa de manteiga.

Batata. Alho-Poró. Água. Manteiga. Sal. Pimenta. Só e apenas isso, e quando eu e meu marido provamos a primeira colherada da sopa um olhou para o outro e soltou um palavrão que não irei repetir aqui. Ficou sensacional! ♥ Dava para diferenciar os pedacinhos e isso fez toda a diferença.

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E eu, finalmente, aprendi, ou melhor, aceitei o poder da manteiga!

Agora é ficar de olho em outras receitas que por acaso eu esbarre em algum livro por aí!

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