True Detective #Séries

True Detective

Meio que às cegas decidi assistir uma série que há tempos ouvia falar muito bem, e essa era a única informação que tinha, além do nome: True Detective. Agora, estamos apenas há alguns dias do início da segunda temporada ser lançada, e eu ainda não consegui desapegar da história e dos personagens da temporada de estreia. O impacto foi demais, então, faço esse post como um encerramento, para seguir em frente e poder encarar a segunda temporada, que também promete ser arrebatadora.

Escrita por Nic Pizzolatto e dirigida por Cary Joji Fukunaga, a temporada sobre a qual escrevo relata a história de Rust Cohle (Matthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson), dois detetives com trajetórias de vida completamente diferentes, mas que têm de trabalhar juntos na investigação de um assassinato incomum na região de Louisiana na década de 1990. Um serial killer envolvido com uma mescla assustadora de culto bizarro e abuso infantil termina por ser revelado. Anos se passam e o caso é reaberto em 2012, levando os então afastados detetives à uma nova caçada, mais pessoal e redentora que a primeira.

Inspirado nos contos fantásticos de Robert Chambers acerca de um mitológico e obscuro Rei de Amarelo, o roteiro nos envolve e nos surpreende de tal forma que é impossível não se agoniar e também se maravilhar; além de diálogos originais e inteligentes, com diversas referências filosóficas, principalmente, através dos dizeres do pessimista e perturbado Rush.

True detective hbo

As atuações, por sinal, são um show à parte, memoráveis e dignas das mais diversas premiações. McConaughey dá um verdadeiro show de interpretação, dando conta da agressividade e profundidade com a qual o complexo Cohle foi construído. Mas não se enganem, Harrelson não fica atrás, e também entrega um trabalho maravilhoso, contribuindo para que a sintonia dos dois em cena seja sensacional.

Foram oito episódios de uma excelência incrível, e aos poucos fui me encantando, me apaixonando e me surpreendendo, para ao fim restar apenas uma questão: Por que demorei tanto para assistir?

Para finalizar deixou-os com os trailers da primeira e da segunda temporada.

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Game Of Thrones #Especial

Got2

~O texto possui informações sobre o enredo~

Fui resistente à serie, inicialmente pelo menos. A velha mania de querer ler antes de assistir à adaptação, não que eu seja uma xiita no assunto, pelo contrário. Não entôo o mantra “o livro é sempre melhor”, sempre é uma palavra muito forte e existem casos em que tal afirmativa não é verdadeira. Também acredito que mudanças são importantes, até a inserção de alguns elementos pode agregar valor à história, deixar a coisa mais “redonda” para o público, como foi o caso do segundo filme da Trilogia Divergente. Contudo, em histórias tão complexas como As Crônicas de Gelo e Fogo mudanças são imprescindíveis tendo em vista que os livros possuem em média mais de 800 páginas, enquanto as temporadas são compostas de 10 episódios, com pouco mais de 50 minutos cada. Agora, se as alterações agradaram aos leitores, partindo do pressuposto de que só quem leu pode fazer tal comparação, é algo bem pessoal.

Quando assisti à primeira temporada de Game Of Thrones parecia aos meus olhos uma colcha de retalhos, um Frankenstein do Livro I, pedaços de histórias mais amplas. Engraçado como hoje percebo o quanto ela foi mais fiel ao livro do que outras temporadas. Depois disso, parei de acompanhar, continuei apenas com a leitura, como bem sabem, e só após o término do quinto livro voltei lá para a segunda temporada, de onde parei.

Em torno de duas semanas se passaram, e com tudo devidamente assistido, posso dizer: Quantas mudanças amigos! Algumas acertaram em cheio, outras eu realmente não alcancei o objetivo. Um ponto delicado de observação foi a retiradas de certos diálogos que alteram questões tênues do enredo, principalmente as relações entre determinados personagens.

GOT_Personagens

Um dos acertos, sem dúvida, foi o desenvolvimento de Sansa. Na altura em que estamos ela é bem mais forte na série. Enquanto a versão literária chorava por ter presenciado a morte da tia (que ocorreu em circunstâncias um tanto quanto diferentes) e imaginava o problema que seria mentir aos Lordes do Vale, seu eu televisivo foi lá e contou-lhes a verdade, pelo menos a parte que lhe interessava, coisa que nunca ocorreu no livro, e a meu ver, ficou melhor. Os produtores também foram felizes quando se trata de Daenerys, pois ficaram com as melhores partes, aquelas com mais ação e desenrolar, enquanto o livro, além delas, tem uma enormidade de nomes praticamente impronunciáveis e todo o mimimi.

Entretanto, como já dito, algumas mudanças me foram estranhas, como a inserção dos irmãos Reed no meio da floresta, quando eles poderiam, assim como no livro, serem os convidados dos Stark desde o início. Entendi menos ainda terem matado Jojen (algo que ainda não ocorreu nos livros, apesar dos sinais de que é inevitável), assim como os colocarem prisioneiros dos ex-patrulheiros que assassinaram Mormont e se apossaram da moradia de Craster. Para sermos sinceros, no quesito saga Brandon Stark tivemos muita coisa diferente. A forma como ele e Rickon saem de Winterfell após o incêndio e se separam, o fato de para todo o Westeros (com exceção dos Bolton, mas só ficamos sabendo disso no quinto livro) eles estarem realmente mortos, tal notícia, inclusive, foi crucial na decisão de Catelyn liberar Jamie na esperança de conseguir as filhas de volta. O caminho percorrido pro Brandon até o Corvo de Três Olhos é mais vagarosa e cheia de percalços, mas a série acertou na essência. Contudo, senti falta do Mãos Frias, um personagem misterioso e com uma aparente função importante, mas ignorado pela série, como outros.

Lannister

Também não vi, particularmente, necessidade de transformar Joffrey em um completo sádico, ele já era um menino cruel e mimado o suficiente para que o quiséssemos ver pelas costas. Contudo, sua mãe, Cersei, é exatamente igual no livro, mesmo com passagens retiradas aqui e ali, sua obsessão pelo poder é fielmente retratada. Falando em Lannister, Tyrion e Jamie foram ganhando minha simpatia ao longo da história e por isso, apesar de sentir falta da ultima conversa que tiveram, na qual o Comandante da Guarda Real abre o jogo sobe quem era realmente Tysha, a primeira mulher do nosso querido anão, fiquei aliviada pela relação dos dois ~ainda~ estar inabalada, porém, foi a declaração de que ela não era prostituta que levou Tyrion a ir atrás do pai, e a confirmação pelo mesmo, acrescentado pela cruel e irônica resposta de Tywin ao ser arguido sobre o paradeiro dela ~ para onde quer que as putas vão ~ que o levou a disparar a besta, assassinando o temível leão.

Já que fomos até Porto Real, vale dizer que alguns personagens que sequer tem voz nos livros cresceram na série, como é o caso de Margaery, cujas ambições podemos apenas deduzir, assim como algumas ações da Casa Tyrell, mas que na HBO são bem concretas.

jon_snow

Em comum, livro e série têm nas partes da trama dedicadas à Muralha, e ao verdadeiro norte, as melhores, e minhas queridas. A Batalha de Castelo Negro foi sensacional em ambos e Jon, como é sabido, é meu preferido. Se dependesse de mim, colocava ele sentado no Trono de Ferro, lhe dava um dragão e pronto. Saga encerrada! rs

Contudo, o que acho ou deixo de achar pouco importa para George R. R. Martin, que até a presente data não fez menção em publicar a continuação, Os Ventos de Inverno, causando uma grande polêmica entre os fãs, pois enquanto aguardamos o livro, a série avança normalmente na TV, e como já foi falado na mídia, o show continuará com ou sem livro. Desrespeito ao leitor? Estratégia de Marketing? Não sei. Apenas posso imaginar que a coisa cresceu a tal ponto que talvez a série tenha passado a ser prioridade, quem sabe até para o autor, que tem participação ativa no desenvolvimento da trama para a TV.

CS 67 26th October 2010

Até onde se tem notícia Martin está terminando o Livro Seis, e já declarou a vontade de levá-lo ao público antes da 6a temporada de GOT, o que seria ótimo, mas tenho minhas teorias, que envolvem, entre outras coisas, a desconfiança de que a história já está terminada, talvez precisando de uma revisão aqui e um ajuste ali, mas pronta. Talvez a vontade de prolongar algo que gera tamanha comoção e dinheiro seja grande demais.

A verdade é que fã sempre dá um jeito. Há quem esteja se recusando a acompanhar a série até o lançamento do livro, aqueles que não se importam e até quem se importe, mas vai assistir da mesma forma (me incluo nesse grupo) e a hora que o livro sair, saiu, o que não nos impede de protestar: Libera o livro Tio George!