Jessica Jones #Séries

Acabei de assistir toda a primeira temporada de Jessica Jones na Netflix e não podia deixar passar, então, estes são meus cinco minutinhos sobre a série :

Jessica Jones (Krysten Ritter) é uma investigadora particular com certas habilidades especiais, que acabaram chamando a atenção de um “canalha maldito” que por infelicidade do destino tem o poder de controlar mentes, Kilgrave, interpretado magistralmente por David Tennant – ouso dizer que um dos melhores, quiça o melhor vilão da Marvel –  , que a forçou a fazer coisas que a atormentam até o presente, uma realidade repleta de whiskys baratos, mau humor e sarcasmo.

JessicaJones_Imagem de divulgação

E partimos para a parte boa (e interessante), aquela na qual declaro ser uma das melhores investidas da Marvel,  o que apenas reafirma que a parceria com a Netflix , iniciada com o também incrível Demolidor, foi uma escolha super acertada. O enredo é bem amarrado, os personagens são concretos e reais, apesar das habilidades. Por sinal, a série permaneceria bem bacana sem toda a questão dos poderes, e talvez isso a torne tão marcante.

Não temos lutas épicas como em Demolidor, mas alguns diálogos dignos de nota, como quando Jessica enfrenta Kilgrave ao afirmar que enquanto estava sobre seu controle ele a estuprava todos os dias, não apenas fisicamente, mas que ele violou cada célula do seu corpo e cada pensamento de sua mente, já que ela não queria nada daquilo e não cabia a ele decidir por ela.

Kilgrave_Imagem de divulgação

E chegamos no ponto no qual eu queria. É uma série da Marvel que trata de abuso, afinal, tire os poderes de Kilgrave e ele é mais um homem machista, violento e perseguidor que acredita que um cromossomo y lhe dá o poder de decidir a vida de uma mulher, que para ele  é apenas uma propriedade.

Palmas para os produtores enquanto aguardo a segunda temporada e o seguro crossover com Demolidor, “linkado” finamente nos últimos episódios.

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Americanah

“Americanah!”, implicava a amiga de Ifemelu sempre que ela verbalizava suas frustrações enquanto reacostumava-se com o país que foi sua casa, seu lar e parte de sua identidade.

Nós, leitores, sabemos desde o início que Ifemelu estava voltando para a Nigéria após mais de uma década morando nos Estados Unidos, anos ao longo dos quais ela sentiu o peso do racismo pela primeira vez, pois em sua terra natal a questão era mais étnica que racial, igbo ou ioruba? Mas ali até se você era afro-americano ou africano podia fazer diferença, sendo por vezes mais fácil interagir com um latino-americano do que com um negro norte-americano. Tantas nuances, além da cegueira da qual muitos eram acometidos quando a questão era racial, a fizeram criar um blog com observações sobre tal problemática. Ela era uma mulher negra e imigrante, assunto não faltou. Inclusive, foi através de seus textos, carregados de ironia e crítica, que ela passou a dar palestras, conseguiu uma bolsa de estudos em Princeton e estava indo bem financeiramente. Contudo, faltava alguma coisa em sua vida, assim como nos relacionamentos amorosos que teve, tudo estava ~ apenas ~ bem, um estado de coisas repleto de acomodação, algo que a perturbava.

Decidida a retornar, ou pelo menos convencendo-se disso com todas as forças, Ifemelu foi a um salão trançar seus cabelos naturais, algo que fora uma conquista e também parte da construção de sua identidade. Enquanto isso, somos transportados ao seu passado, ainda em Lagos, na Nigéria, para conhecermos sua história e a de Obinze, seu grande amor da adolescência, um relacionamento que tinha tudo para dar certo, mas impossibilitado de continuar em razão do conturbado cenário político e econômico da década de 1990, quando o país era controlado por uma ditadura militar que, além de corrupta e cerceadora de liberdades, realizava um verdadeiro desmonte do sistema educacional, interrompendo os estudos do casal e forçando-os a trilhar outros caminhos, afastando-os. Ela nos Estados Unidos, ele, como descobriríamos quando o foco da narração voltasse para Obinze, um imigrante ilegal menos afortunado na Inglaterra.

A verdade é que, como filhos da classe média, eles não fugiram da fome, dos estupros ou da guerra, mazelas tipicamente associadas à países africanos, estavam em busca de um sonho, do que lhes foi vendido como a vida real, que na visão de ex-colônia não caberia ali, naquele país pobre, subdesenvolvido econômica e culturalmente, e onde as pessoas não eram verdadeiramente civilizadas. Uma ilusão que ficaria latente nas experiências dos dois, afinal, “É maravilhoso, mas não é o paraíso” chegou a afirmar Ifemelu sobre Manhattan, ainda nos primeiros meses em solo norte-americano.

De volta à Lagos, em uma Nigéria já redemocratizada, Ifemelu não queria ser vista como uma afetada americanah, empenhada em demonstrar sua superioridade pelo simples fato de ter passado anos no “primeiro mundo”, mas sentia falta de certos “luxos” que a vida nos EUA a tinham habituado, e até de certas visões de mundo menos tradicionais, diferentes do ponto de vista nigeriano, principalmente na questão da mulher. Ela precisava, novamente, achar o seu lugar naquela cidade, ou, se preciso, construí-lo. Algo que Obinze havia feito anos antes, quando de seu retorno, sendo que agora eles também precisariam encontrar o papel que exerceriam um na vida do outro, pois os laços existentes não se desfizeram por completo com o passar do tempo.

O livro nos envolve. É mais que uma história de amor, força-nos a pensar, refletir, a nos colocarmos no lugar dos personagens. Ifemulu e Obinze são críveis, próximos do real e por isso não há perfeição. Eles tem defeitos, contradições, dúvidas, arrependimentos, e erram (ela mais que ele, talvez), como todos nós, tornando a empatia praticamente inevitável.

Claro que o romance pelo romance tem suas virtudes, sem dúvida, mas uma boa dose de crítica social pode tornar tudo bem mais interessante, principalmente se vier acompanhada de toques de ironia e bom humor, como Chimamanda conseguiu construir. 

* Resenha publicada no site Indique Um Livro 

Me apaixonei por aí #26

Escolhas. Escolhas. Não foi nada fácil essa semana, mas vamos lá!

1 – Teaser de Westworld, nova série da HBO.

Mais uma série da HBO vem aí. Desta vez um sci-fi meio western com Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood e Rodrigo Santoro. WestWorld , criação de J.J. Abrams  baseada um filme de mesmo nome da década de 1970, tem como cenário um parque de diversões temático no qual robôs fazem papéis de cowboys, com os quais os visitantes irão interagir. O teaser não dá muitas informações, mas aparentemente algo dá errado, como de costume nessas situações, mas só teremos certeza do que em 2016.

(Via Papel Pop)

2 – Teaser Oficial de Os Oitos Odiados.

Falando em teaser….Tivemos mais um essa semana e sobre um filme que já falei por aqui: Os Oito Odiados, do Tarantino!

Obs: Como o Samuel L. Jackson arrasa na atuação, né?

(Via Cine.Marcado)

3 – “Novo” livro de Tolkien, A História de Kullervo, deve ser publicado ainda em 2015 aqui no Brasil.

A História de Kullervo

Outra notícia que mexeu comigo esses dias foi a Martins Fontes anunciar que irá publicar um “novo” (afinal o texto é de década de 1910) livro do Tolkien, A História de Kullervo. O texto é um dos primeiros do mestre da literatura fantástica e é uma história sombria sobre um órfão com poderes sobrenaturais criado pelo mago que matou seu próprio pai e depois o vende como escravo, fazendo crescer no menino uma sede de vingança que ele buscará a todo custo.

Acho até redundante dizer que o livro, mesmo antes de ser lançado, já entrou na minha lista de leitura.

(Via Editora WMF Martins Fontes)

4 – Mais imagens de Star Wars: o Despertar da Força

 StarWarsNovasImagens

A Revista Entertainment Weekly costuma nos presentar com lindas imagens dos nossos filmes, séries, atores e personagens preferidos. A edição de agosto trará novas imagens do próximo filme da franquia Star Wars, que será lançado em 17 de dezembro deste ano. Tem para todos os gostos, personagens antigos e novos. Para ver mais imagens, clique aqui.

(Via 88MPH)

5 – Cora Colarina – Todas as Vidas

A história de vida da grande poetisa goiana Cora Coralina irá para a telona. O longa, com aparentes traços de documentário e, obviamente, muita poesia, busca retratar diversas fases da autora, intercalando mais de uma atriz em seu papel – Walderez Barros, Camila Salles, Maju de Souza e Camila Márdila – , interpretações intercalas com depoimentos de pessoas que conheceram Cora ou que “apenas” a estudaram e amaram através de suas palavras. Cora Coralina, que mulher! Quero muito assistir.

(Via Estadão)

Na berma de nenhuma estrada

Quando ainda me aventurava pelas primeiras páginas desta reunião de contos foi-me perguntado sobre o que o livro se tratava, qual sua temática. Hoje, após a completa leitura arrisco dizer que se existe um ponto central em todas as histórias é a habilidade e sensibilidade com as quais o moçambicano Mia Couto escolhe as palavras, como ele brinca com elas, tornando-as aprazíveis tanto aos olhos como aos ouvidos. A verdade é que Mia Couto tem uma capacidade ímpar de contar histórias, criações mágicas de situações rotineiras e trágicas, a fantasia brincando o real para tratar de amor, solidão, perda, morte, ódio e tradição. Ele salta de um tema para outro como quem muda de roupa no verão, e à nós, leitores, resta apenas nos apegarmos e desapegarmos de personagens e tramas breves, mas que de tão intensas deixam marcas.

Rapidamente me vem à lembrança “O fazedor de luzes”, cinco páginas de pura sutileza ao abordar, por trás de estrelas e quintais, a falta que sentimos dos entes queridos que já se foram. Enquanto as palavras transitavam, fui sendo absorvida pela fábula e ao fim, involuntariamente, tal como a personagem que em seus olhos deixou aguar uma tristeza até que a água fosse todas as águas, lágrimas formavam-se em meus olhos.

Contudo, um respirar e um esfregar de olhos já me deixaram pronta para que novas histórias instigassem meus sentimentos e imaginação, como “A morte, o tempo e velho”, na qual através da perspectiva de um velho despido de memória, ele trabalha não só a relação entre morte e tempo, aqui personificadas em personagens com direito a voz, mas também entre morte e sabedoria.

A ausência de memória também está presente na menina sem nome de “Na berma de nenhuma estrada”, conto que dá nome ao livro. Praticamente sem lembranças de seus pais e por isso com raízes conflituosas com a terra onde habita, ela transita entre a vontade ir e permanecer no mesmo chão, enquanto viaja apenas em delírio aguardando a oportunidade e a coragem de ir ao longe.

Por fim, para não agir como o ladrão de instantes do conto “O assalto” ficarei por aqui, afinal, não posso me alongar a escrever sobre todos os textos, e também não o quero, afinal , são 38 histórias, 38 vidas que estão à disposição vocês. Vão, aproveitem!

* Resenha publicada originalmente no site Indique um livro .

Sense8 #Séries

Sense8

Quem acompanha o mundo das séries já deve ter notado que a Netflix está apostando alto em lançamentos originais, House Of Cards, Demolidor, Orange is the new Black, dentre outros, tendo Sense8 entrado para a lista recentemente, e já com os 12 episódios disponibilizados de uma só vez.

Usando o viés da ficção científica, a série escrita, dirigida e produzida por Andy e Lana Wachowski, os irmãos criadores de Matrix, e J. Michael Straczynski, de Babylon 5, relata a surreal história de oito estranhos, que após se depararem com a visão impactante da morte de uma mulher desconhecida, se veem conectados uns aos outros em um nível extremamente íntimo, mental e emocionalmente.

Sem revelar muitas informações logo de cara, aos poucos somos apresentados aos personagens: Will (Brian J. Smith), um policial de Chicago assombrado por questões não respondidas, Nomi (Jamie Clayton), uma hacker transexual lésbica de São Francisco, Riley (Tuppense Middleton), uma DJ islandesa com um passado traumatizante, Lito (Miguel Ángel Silvestre), um galã de novelas mexicanas e gay não assumido, Kala (Tina Desai), uma farmacêutica indiana com dúvidas sobre seu futuro casamento, Capheus (Aml Ameen), um motorista de van queniano que luta diariamente para sobreviver e ajudar sua mãe doente, Sun (Doona Bae), uma executiva e lutadora de artes marciais sul-coreana que por ser mulher não vê seu trabalho devidamente reconhecido pelo pai e pela sociedade, e Wolfgang (Max Riemelt), um arrombador de cofres alemão com graves problemas com o falecido pai. Todos distantes fisicamente, com origens, culturas, religiões e identidades sexuais também diferentes, ou seja, diversos.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

Diversidade, por sinal, é a grande marca da série. Somos colocados diante de situações e vivências que podem não fazer parte do nosso cotidiano, mas com certeza é o dia a dia de muita gente. Nos deparamos com as lutas individuais de cada personagem dentro do seu mundo, nos aproximando do outro e consequentemente de nós mesmos. Problemas com dinheiro, doenças, família, conflitos com o passado e o presente, dúvidas sobre si mesmo. Assistimos a tudo isso, e também como as habilidades pessoais de cada sensate são capazes de ajudar ao outro, seja dirigindo um carro, invadindo uma rede de computadores, elaborando uma mentira ou defendendo-se com os punhos. A propósito, as melhores cenas, e não tenho dúvida de que as mais complexas de serem gravadas, são eles agindo como um, sendo um só.

Sense8
Foto Divulgação

E em um mundo que odeia diversidade, que tem medo do diferente, a existência dos sensate é tida como ameaça, passando os mesmos a serem perseguidos por uma organização de alcance mundial e com objetivos pra lá de sombrios. Para sobreviverem eles terão que persistir, aprender a explorar essa íntima ligação da forma mais completa possível, o que provavelmente veremos na 2a temporada.

Contudo, como praticamente todo programa, tem seus altos e baixos. A naturalidade com que inicialmente alguns dos personagens tratam as “alucinações” me foi estranha, pois é de se esperar um pouco de confusão, questionamentos, preocupações. Outro ponto que questionei foi o fato de todos os núcleos falarem inglês. A série vai dos EUA, à Europa, passando por Ásia, África e México, mas os coreanos falam em inglês entre si, assim como os mexicanos e alemães. Automaticamente lembrei de um filme produzido aqui no Brasil todo falado no português do período colonial, uma “língua morta”, mas que deu um efeito incrível para o longa. Sendo assim, não consigo ver grandes dificuldades para, pelo menos internamente, os núcleos se comunicarem nas línguas nativas, deixando talvez o predomínio do idioma anglo-saxão para os diálogos entre os sensates, dessa forma, partiríamos do pressuposto que todos os oito se entendem automaticamente, mas ok. Os pontos fortes são tão bacanas, que é plenamente possível relevar essas opções, que na minha opinião, poderiam ter sido diferentes.

É uma série para ser vista por todos (maiores de 18 anos, claro, pois tem cenas explícitas de nudez e sexo), mas principalmente pela “família tradicional brasileira”, para que ela tenha noção de que será engolida pela História, pois a evolução não espera os conservadores, ela os atropela.

A lição é clara: Somos heterossexuais, gays, lésbicas e transexuais. Somos brancos, asiáticos, negros e indianos. Somos católicos, umbandistas, muçulmanos e protestantes. Somos todos um só, humanos.

 Segue o trailer (reparem que “Habemus Sayid”!rs) :

As Crônicas de Gelo e Fogo #Especial

As Crônicas de Gelo e Fogo

Foi mais demorado do que programei, mas consegui ler os cinco livros de As Crônicas de Gelo e Fogo antes da estreia da 5a temporada da série Game of Thrones, que era, ao fim, o objetivo. Quase um ano de leituras angustiantes, por vezes arrastadas, e em vários momentos eletrizantes, mas por enquanto, acabou. Contudo, sinto que com o início da próxima temporada no domingo, 12 de abril, um especial sobre a saga seria interessante. Relembrar o que foi lido e tecer alguns comentários sobre a série, já que também a assisti nesse meio tempo, mas esse é um papo para o outro post. Vamos pelo início de tudo: Os Livros.

Livro 1: A Guerra dos Tronos.

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Partindo de uma inspiração claramente medieval, e nada inocente, George R. R. Martin constrói um mundo fantástico e épico, mas absurdamente humano ao mesmo tempo. Intrigas, ódio, traição, sexo e violência se destacam em um local onde alianças surgem a partir de trocas de favores e casamentos arranjados, onde tronos são usurpados e servos traem seus reis. A forma como a história é narrada, com cada capítulo dedicado ao ponto de vista e ao que se passa com determinados personagens, nos deixa ainda mais próximos daqueles que irão redefinir, à base de muito sangue, a história do fictício continente de Westeros.

Resenha completa: http://goo.gl/Q4fmkv

Livro II: A Fúria dos Reis.

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Um ditado popular nacional poderia resumir o que se passa em A Fúria dos Reis: “É muito cacique para pouco índio”. São muitas coroas para pouco reino e Westeros colhe os amargos frutos que só uma guerra civil pode oferecer. Miséria e fome se alternam nessas páginas, mas a magia também se faz presente, afinal, dragões espreitam no além mar e o fogo traz ambiciosas promessas. Também é o livro no qual começamos a perceber que Martin tem a capacidade de ressuscitar aqueles considerados mortos.

Resenha completa: http://goo.gl/MtnhQd

Livro III: A Tormenta de Espadas.

A Tormenta de Espadas

O maior volume da saga é um divisor de águas e a consagração de Martin. É incrível seu poder de dar não apenas vida, mas pontos de vista a tantos personagens, fazendo, inclusive, com que tenhamos sentimentos conflituosos com relação a alguns deles. Vamos do ódio à empatia, e até à compaixão, por um vilão que até então era tido como cruel e insensível. Assistimos ao mais racional de todos agir por puro ódio e vingança. E aquele que parecia invencível perde tudo em uma decisão equivocada, mostrando o jovem que ainda era. Outros apenas mantém seu padrão de comportamento gerador de ódio entre os leitores, apenas justificando nossa já existente sede por seu sangue. Aqui, personagens que tiveram capítulos arrastados no segundo livro tem mais destaque, como a Mãe dos Dragões, que em apenas uma palavra me conquistou. Uma parte afastada e fria de Westeros também ganha bastante atenção, A Muralha e as terras para lá dela , que através dos olhares do bastardo mais amado, Jon Snow, e do gordinho mais sortudo e simpático, Samwell Tarly, trazem os capítulos mais fantásticos, pois é lá que o inverno chega primeiro, e onde os mortos não estão onde deveriam.

Resenha completa: http://goo.gl/8HRBsj

Livro IV: O Festim Dos Corvos

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O mais curto, e ao mesmo tempo, mais longo dos livros da série tem a missão de dar continuidade ao terceiro e épico volume, que deixa o leitor sedento, ansioso pelo desenrolar de algumas histórias. Contudo, as páginas passam, os capítulos se arrastam, nomes se repetem e nada. Há pouca alternância de personagens diante da enormidade de vozes que a história possui, e aos que foi dada a oportunidade de falar, suas rotinas muitas vezes os consumiam. Alguns nadaram, nadaram e nadaram, para ao fim, morrerem na praia. Tramas, intrigas e maracutaias se desenrolaram, claro, é de GOT que estamos falando, mas outras são apenas mais do mesmo. Vemos pouco, ou melhor, quase nada da Muralha e dragões são só alusões distantes. Na verdade, o foco do livro é em Porto Real e adjacências, como Dorne e as Ilhas de Ferro. Entretanto, como Martin sabia que tal seleção não nos passaria despercebido, concedeu-nos uma explicação, e fez-nos uma promessa.

Resenha completa: http://goo.gl/j8k579

Livro V: A Dança dos Dragões

A Dança dos Dragões

Martin cumpre sua promessa. Dá voz novamente aos personagens que tanto sentimos falta em O Festim dos Corvos, Jon, Arya, Bran, Tyrion e Daenerys, além de outros, como Sor Davos e até Melisandre, fechando lacunas e completando o contexto, do qual só tínhamos parte das informações. Aqui ninguém anda em círculos, todos avançam. Então, um cavaleiro outrora odiado retoma sua fala e percebemos que chegou a hora, aquele momento em que não se sabe de mais nada e tudo pode acontecer, pois a história avança temporalmente após páginas e páginas em que corria paralelamente ao Livro IV. Contudo, não só de personagens antigos o livro se faz, novas e surpreendentes peças também entram no Jogo dos Tronos, assim como algumas ressurgem, pois aparentemente, Tio George também ressuscita os mortos, e vários nessas páginas.

Resenha completa: http://goo.gl/t94bqe