Sobre certas ausências

Nunca fui de postar com regularidade e pontualidade. Não tem dia de resenha aqui no blog, mas criei o Me apaixonei por aí com o objetivo de ser semanal. Tudo que vi e curti ao longo da semana nesse mundão “internáutico”. Contudo, dei uma sumida nas últimas semanas e os post ficaram, obviamente, comprometidos. Parte da verdade é que emendei uma prova na pós com uma viagem e logo em seguida veio o feriado, também aproveitado para dar uma escapulida da cidade. True. O outro lado dessa realidade é o desânimo bem grande que anda rolando por essas bandas, e não é de hoje, nem de ontem, muito menos de semana passada.

Foto: Ryan Mc Guire

Como disse quando criei a categoria Me apaixonei por aí, a internet é capaz de despertar ódio e amor, e em um intervalo de tempo tão pequeno que é capaz de nos sentirmos culpados em pular das lágrimas por uma notícia de guerra para um sorriso em razão de um vídeo sobre pessoas e seus pets. Tudo em questão de horas, minutos. Ela também nos faz ver, encarar, o pior das pessoas, o lado raivoso, intolerante e ignorante, o tradicional Hater. E mais, aqui e ali, “pescamos” os potenciais haters da nossa timeline, familiares, amigos, gente que até alguns anos atrás considerávamos gente boa, mas certas questões, para mim, são de caráter e eu acabo as afastando. Começou pelo Facebook e a vida perfeita ou o ódio generalizado das pessoas, e agora caminha para o meu amado Twitter, aquele lugar incrível onde chamamos o Face de “a outra rede”, mas que também anda enchendo minha paciência com discussões rasas e alguém sempre querendo ser o “cool” do momento. O whatsapp eu nem toco no mérito, pois graças à Deus e/ou ao meu bom gosto no quesito seleção de amigos, o meu é uma benção, com a exceção de um grupo ou outro que optei por ignorar quando necessário. E é ai que eu queria chegar! Ando evitando cada vez mais a internet, ou melhor, a procrastinação na rede, aquela olhadela na hora do almoço que vira uma hora fácil, fácil e não acrescenta nada. Logo eu, que sempre busquei pessoas e coisas que agregam, estou perdendo tempo, paciência e energia com blá blá blá. Sendo assim, a meta é ir, fazer o que tem que ser feito e tchau!

Nessa, passei a ver menos coisas interessantes também, e o post com as infos bacanudas foi prejudicado, pelo menos no formato semanal, mas não é só isso….

Outro ponto, talvez o maior responsável, e quem sabe por isso o tenha deixado pro fim, são os meus olhos. Não fisicamente falando, vocês me entenderam….minha visão das coisas. Sejamos sinceros, é claro que um olhar mais animado consegue, mesmo se afastando das redes sociais, ver o belo no mundo, afinal, tem coisas que gostamos tanto que simplesmente caem na caixa de entrada. Entretanto, eu ando na defensiva, desinteressada. Entre uma porção de coisas que não saíram como o planejado na minha vida nos últimos tempos, fui deixando-me levar por esse sentimento de desânimo quase paralisador, que muitas vezes me impede, ou pelo menos faz com que eu fique mais relutante, de mudar, inclusive, coisas com as quais não estou mais satisfeita, algo como “você já buscou e mudou tantas coisas, tantas vezes, e mesmo assim não deu certo, não é melhor deixar como está?”.

O próprio Blog é um exemplo. Hoje, apesar de eu ter aberto um pouco, para séries e o próprio post com as coisas legais que vi por aí, o assunto a ser tratado aqui é fechado demais, eu especifiquei demais. Talvez um erro de iniciante, alguém que nunca levou muito jeito com os meandros dos computadores e da própria internet, ou só alguém que nunca se imaginou escrevendo, compartilhando e colocando suas palavras à tapa sobre qualquer assunto além dos livros e seus mundos.

A verdade é que tenho textos, ideias e anotações espalhadas em pastas no computador, blocos, cadernos, tudo quase sempre interrompido por um perfeccionismo cruel (tá aí um tema que daria um post inteiro – “Perfeccionista” pode não ser a melhor resposta naquela dinâmica do RH – ). Aqui ao lado, na minha foto, tem uma breve descrição e notem o que eu coloquei  “tenho a impressão que apago mais do que escrevo” , ou seja, a vontade de dividir outros textos existe, sobre outros assuntos, inclusive. Por exemplo, eu disse lá no início do post que cheguei de viagem há pouco, um pulinho ali no Sul que incluiu uma parada em Gramado, um lugar que não havia imaginado incluir no roteiro, muito pelo que dizem “nem parece Brasil” – como odeio essa frase –  e sim, é Brasil e é bacana, e eu queria compartilhar essa experiência, mas o objetivo e o que é esperado aqui no Blog não é isso.

Foto: Martin
Foto: Martin

Então, se você chegou até aqui (o texto ficou mais longo do que o planejado, sorry) , saiba que o Me apaixonei por aí continua, mas talvez em um post mensal, e que estou pensando em novas ideias para o Blog. Mudar o nome? Fazer um outro e deixar o O que é que o livro tem?  só para as resenhas? Ainda não sei, só senti a necessidade de vir aqui e escrever, e deixo a porta aberta nos comentários para se você quiser escrever também.

Até breve!

 

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O início

O que escrever no primeiro post?

Bom, acho justo começar com uma justificativa para a criação do “o que é que o livro tem?”.

A ideia surgiu como forma de distração, afinal, fazemos inúmeras coisas das quais não gostamos, ou pelo simples fato de precisarmos fazer. Então, porquê não gastar um pouco do tempo com o realmente nos satisfaz?

Adoro ler, ajuda a expandir a mente, o vocabulário, além de ser delicioso. Também tenho uma recaída pela escrita, mas acho que a escrita acadêmica, com suas regras, formas, limites e todos os “entendemos”, “entende-se”, me cansaram um pouco; nos engessa. Quero olhar um pouco pro lado e ser mais livre com o que saí da minha mente, atravessa minhas mãos e deságua no papel, ou aqui no Word (rs).

Desta forma, criar o blog e juntar os dois foi a forma que encontrei para “matar dois coelhos com uma cajada só” e escrever as impressões dos livros que leio. Quem sabe em algum momento tenho coragem de publicar meus próprios devaneios?

Bem vindo ao meu mundo!