Agatha, te dedico

Hoje é aniversário dela, a Rainha do Crime, Agatha Christie.  Se ainda estivesse fisicamente entre nós faria os avançados e praticamente impossíveis 124 anos.

Apesar de ter começado a desbravar sua obra há apenas um ou dois anos (eu sei, eu sei….pecado!), sua influência nos romances e filmes policias está tão entranhada, que na primeira vez que a li me identifiquei de pronto. Desta forma, impossível deixar passar em branco esse 15 de setembro de 2014.

Setembro esse que já nos brindou com boas notícias relacionadas à Agatha, ou melhor, à Poirot. Pela primeira vez os herdeiros da escritora permitiram a publicação de um livro com personagens criados por Agatha, mas não escrito por ela. Segundo a reportagem do jornal O Globo, no último dia 09 foi o lançamento mundial de “Os crimes do monograma” , de Sophie Hannah, publicado no Brasil pela Nova Fronteira. Ansiedade define.

Os Crimes do monograma-frente

Já ouvi professores acusarem Agatha de trapaça ao ter sempre aquele dado crucial tirado da maga aos 45 do segundo tempo para revelar toda a trama. Eu apenas me pergunto como não amá-la por isso.

E por falar em amor, a Ana Paula do Blog LITERATURAPOLICIAL.COM  publicou hoje  10 motivos para amar Agatha. Dá uma lidinha e me diz depois se não apaixonou de vez, até no stand-up surf Agatha se aventurou!

Por fim, para tentar animar aqueles que nunca leram Agatha, deixo o link de duas resenhas de livros dela que fiz por Blog.

O Misterioso Caso de Styles

O Caso do Hotel Bertram

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Soviet Ghosts

Sombrio e assustador. Essas são palavras recorrentes quando a maioria das pessoas se depara com imagens de lugares abandonados. Eu vejo mistério, história e beleza, sim , é possível extrair beleza de lugares deixados para trás.

Os lugares mais fotografados por quem gosta e pode bancar esse gênero estão em países do leste europeu, lugares que antes  integravam a União Soviética, mas que com a queda do muro de Berlim e a consequente desintegração do Bloco foram relegados ao esquecimento, sendo hoje revisitados, com um outro olhar, o artístico.

A mais nova fotógrafa a entrar para esse clube é Rebecca Litchfield, que recentemente lançou o livro Soviet Ghosts, com o registro de sua arriscada aventura por aquelas bandas, pois há perigos que só uma viagem dessas pode oferecer, como uma prisão russa e o fantasma da radiação.

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Eu fiquei maravilhada com as imagens que ela captou e espero que o livro seja publicado aqui no Brasil, mas enquanto isso não acontece, convido vocês a virem comigo dar uma espiada em algumas das fotografias da Rebecca.

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Military Airfield – East Germany. Built in 1870 by Prussia, this military base passed through many hands and regimes before being abandoned in 1994. It was a pilot training airfield during the world war one, rebuilt and used by the Germans before it was taken over by the Soviet army after 1945.

Aeródromo Militar – Alemanha Oriental. Construído em 1870 pela Prússia, esta base militar passou por muitas mãos e regimes antes de ser abandonada em 1994. Era um campo de pouso de treinamento de pilotos durante a Primeira Guerra Mundial, reconstruído e usado pelos alemães antes de ser tomado pelo exército soviético depois de 1945 . (Tradução livre)

Bulgarian Soviet Friendship Monument - Bulgaria02

Bulgaria Soviet Friendship Monument – The Soviet monument of friendship stands atop a hill reached by 301 steps. Designed by Kamen Goranov and sculpted by Alyosha Kafedzhiyski and Evgeni Baramov, the monument symbolised the bond between Bulgaria and the USSR.

Monumento da Amizade na Bulgária Soviética – O monumento soviético da amizade fica no topo de uma colina, alcançado por 301 passos. Desenhado por Kamen Goranov e esculpida por Aliocha Kafedzhiyski e Evgeni Baramov, o monumento simboliza a ligação entre Bulgária e a URSS. (Tradução livre)

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Latvia Skrunda – A former Soviet secret town, where a radar station was located. Radar was of great importance to the Soviets as it covered the whole of western Europe, they listened to objects in space and were used as tracking incoming icbms.

Latvia Skrunda – A antiga cidade secreta soviética, onde uma estação de radar foi localizada. Foi de grande importância para os soviéticos, uma vez que abrangia toda a Europa ocidental, eles ouviam os objetos no espaço,  assim como,  para  rastrear  mísseis balísticos intercontinentais. (Tradução livre)

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Uk Foxtrot B-39 U-475 Black Widow Submarine – Used during the cold war, the Black Widow U-45 was a patrol and attack submarine. Between 1957 and 1983, around 75 were made by the Soviet navy.

Uk Foxtrot B-39 L-475 Black Widow Submarine – Usado durante a guerra fria, o Viúva Negra U-45 foi um submarino de patrulha e ataque. Entre 1957 e 1983, cerca de 75 foram feitos pela marinha soviética. (Tradução Livre).

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Ukraine Pripyat – The Chernobyl power plant was created in 1970 and the nearby town Pripyat housed the families of the workers. Around 50,000 people lived here in 160 buildings containing 13,400 apartments.

Ucrânia – Pripyat – A usina de Chernobyl foi criado em 1970 e a cidade vizinha de Pripyat abrigava as famílias dos trabalhadores. Cerca de 50 mil pessoas viviam aqui em 160 edifícios que contêm 13.400 apartamentos. (Tradução Livre)

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Buzludzha – Communist monument in Bulgaria. An abandoned monument, it was the most poignant location in the whole journey of Soviet Ghosts.

Buzludzha – Monumento comunista na Bulgária. O monumento abandonado foi o local mais comovente em toda a jornada de Fantasmas soviéticos. (Tradução Livre).

Para ver essas e outras imagens, além de conhecer melhor o projeto, basta ir ao site da fotógrafa.

Rebecca não está sozinha, assim como não é a primeira a realizar esse tipo de fotografia. O italiano Francesco Mugnai, por exemplo, busca reunir em sua página imagens de lugares abandonados por todo o mundo. Selecionei duas relacionadas ao tema soviético, mas é possível ver muito mais no Blog dele.

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Monumento comunista na Bulgária
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Pripyat – Ucrânia

 Fonte

Desafio Literário do Tigre 2014

Início de ano. Tempo de promessas e resoluções, não é mesmo?

Se vamos nos manter no caminho traçado em nossas mentes já são outros quinhentos, mas as intenções são sempre as melhores. E , graças a Raquel, do Blog Maionese – Inspiração e Bonitezas, tenho um ótimo objetivo esse ano: Participar do Desafio Literário do Tigre 2014.

A proposta é a seguinte, cada mês possui um tema de leitura e as únicas coisas que temos que fazer é  ESCOLHER um livro e LER.

Olhem a listinha deste ano.

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Coincidência ou não, o título da vez se encaixa perfeitamente no mês de Janeiro. Diretamente retirado da estante, A livraria 24 horas do Mr. Penumbra, em breve aqui no Blog.

E que o desafio comece!

Desafio no Facebook

Rock e Literatura, por que não?

Rock, o assunto do momento. Com o Rock in Rio batendo à nossas portas não se fala em outra coisa, inclusive entre os que questionam a coerência de muitas das atrações.

Alguns podem até se perguntar, “mas o que música tem a ver com literatura?”

Ora, Tudo! É arte, é forma de expressão, é sentido e sentimento.

Livros com trilha sonora são como metades da laranja se encontrando num belo pôr do sol. E quer maior deleite que livros sobre música? Bom, nosso post de hoje é sobre isso:

Livros sobre Rock n’ Roll!

E por que não começar pelo início de tudo? Como história está nas minhas veias, na minha alma e no meu sangue, os dois primeiros livros que entraram na lista tratam da história do Rock.

Rock and Roll – Uma história social

exibe_thumb.asp “Em ROCK AND ROLL: UMA HISTÓRIA SOCIAL – crônica cobrindo 30 anos de um dos mais importantes fenômenos de massa do século XX – Paul Friedlander mostra com o gospel, o country e o blues influenciaram desde Elvis e Marvin Gaye ao The Who. O autor revisita a cena do rock clássico, alternativo e do punk-rock traçando a história do gênero musical que já atravessou cinco décadas de sucesso ininterrupto. Friedlander analisa todo um movimento histórico-social baseado em hits como Johnny B. Goode e Walk on the wild side. Em sua viagem musical, Friedlander oferece os harmônicos acordes e notas tocadas por Elvis Presley, The Beatles, The Who, Bob Dylan, Rolling Stones, Eric Clapton, entre outros.” Fonte: http://www.editorarecord.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=23024

Este livro foi parar na  lista de desejos por ter conseguido unir em um só título as palavras “rock”, “história” e “social”, me lembrando um clássico da minha lista de livros não lidos ” História Social do Jazz” , do Hobsbawm.

Almanaque do Rock

livroRocj-273x300“São mais de 50 anos de história para esse jovem que atende pelo nome de “rock and roll”. Esse ritmo contagiante que traduz excitação e frenesi nunca envelhece; pelo contrário, se renova a cada geração. Se na década de 50, quando ele foi inventado por Chuck Berry e Elvis Presley, significava uma fusão da country music e do rhythm’n’blues, hoje essa definição pode ser muito mais ampla. Com o passar dos tempos, o rock agregou elementos do jazz, da música clássica, do folk e da world music, entre outros. Hoje o rock deita e rola na era digital, usando os famosos samplers, instrumentação eletrônica e muitos computadores. Mas uma coisa é importante ressaltar: o rock and roll nunca perdeu a sua rebeldia, o seu jeito de “entrar com o pé na porta”.” Fonte: Vinil, Kid. Almanaque do Rock. Editora Ediouro, 2008, página 9.

Um nacional na lista, obviamente. Li o primeiro capitulo, logo o dos anos 50, o início de tudo, e achei bem interessante, inclusive a parte visual, mas como um almanaque, nos dá uma visão bem abrangente. Acho que pode ser um bom começo para quem deseja se aventurar pelas controvérsias da história do Rock.

Mas não é só de livros de história que vive a literatura da música.

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer-capa1Um livro que falta na minha coleção Para Antes de Morrer é o título 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer . Tenho os 1001 Filmes, os 1001 livros e as 1001 Comidas. Como toda lista, é super controversa, discutível e sem dúvida sentirá falta de algo que para você é essencial, mas mesmo assim as acho irresistíveis.

O livro não aborda apenas álbuns de Rock, também passa pelo pop, jazz e blues. Ou seja, é bem vindo na estante de qualquer amante de música.

E como a música nada seria sem seus intérpretes, existe um enorme gama de biografias de lendas do Rock, como Keith Richards (Vida), Kurt Cobain (Mais pesado que o céu) e Bob Dylan (Crônicas).

BRUCE-Cover-4-12-12O biografado da vez é Bruce Springsteen, que ganha uma nova biografia assinada por Peter Carlin.  Bruce , lançado neste mês de setembro está sendo publicado pela editora Nossa Cultura e foi objeto de uma reportagem de página dupla no Almanaque Saraiva, na qual o autor foi o entrevistado. Quando perguntado sobre as músicas preferidas ele listou “Racing in the Streets”, ” New York City Serenade”, “Thunder Road”, “Land of Hope and Dreamns”, dentre outras. E aí, concordam?

rock errouPara descontrair, coloco na lista um livro recém publicado que aborda os maiores boatos do Rock, sendo de conhecimento público que este é o gênero com maiores boatos da história, e os melhores. Elvis não morreu, mas o Paul McCartney…( ok, batendo na madeira em 3, 2, 1).

O livro é de autoria de Sérgio Pereira Couto e publicado pela Editora Matrix.

E para que as próximas gerações possam perpetuar o bom gosto musical, por que não um livro para os pequenos? Sim, ele existe.

Rock para Pequenos

rrpRock Para Pequenos – Um Livro Ilustrado Para Futuros Roqueiros “apresenta para os pequenos esse incrível mundo do rock e alguns dos seus ícones. Os “personagens” foram escolhidos a dedo pela autora Laura D. Macoriello: Jimi Hendrix, Elvis Presley, Janis Joplin, David Bowie, Angus Young, The B-52s, The Rolling Stones, Chuck Berry, Steve Harris (Iron Maiden), Ramones, Beatles, Kiss e Ozzy Osbourne.”

Fonte: http://edicoesideal.com/#livros

Tem alguma dica de livro sobre Rock? Me manda! Adoro indicações!