Bienal 2015

Eu já estava descrente de minha ida à Bienal esse ano (“Ah, que bela blogueira literária é você heim!” – alguns devem estar pensando. Contudo, quem conhece barra/recreio, principalmente o grande canteiro de obras que aquela localidade virou, irá entender), mas surgiu uma oportunidade ~ carona ~ irrecusável. Então, lá fui eu!

Ao contrário da última edição, na qual eu tinha emprego e não tinha problema na coluna, dessa vez eu tive me que controlar, como na verdade tenho feito bastante em diversos campos da minha vida desde fiquei sem renda própria. Sendo assim, o saldo retratado na foto pode parecer pequeno, mas achei super vantajoso, pois comprei livros que já estava de olho ou que realmente foram ótimas oportunidades.

Saldo Bienal

O Mundo de Gelo e Fogo, do Tio George, já estava na mira há algum tempo e o vi por R$ 89,00 em algumas promoções. Como estava por R$ 65,00 no estande da Leya, comprei e fui ser feliz. Também cheguei a ver mesmo livro, pelo mesmo valor, em um estande micro cujo nome não me lembro.

O dicionário e o livrinho sobre o acordo ortográfico da Lexikon foi uma daquelas oportunidades que a gente não pode deixar passar. Os dois por R$ 15,00 com desconto.

A edição de bolso de capa dura de O Signo dos Quatro eu já estava namorando desde que a Zahar anunciou a publicação, afinal, já tenho os outros romances de Conan Doyle da mesma coleção. E, como todos os livros desse formato estavam por R$ 19,90 e na compra de dois ganhávamos um caderninho (aquele amarelinho ali no topo), acabei levando 20 Mil Léguas Submarinas, pois não tenho (ou melhor, tinha) nenhum título do Júlio Verne impresso.

Olhando assim, é pouco coisa. Sim, é. Contudo, saí satisfeita por não ter surtado e comprado uma série de livros por R$ 5,00 que jamais serão lidos, sendo assim, o saldo foi positivo.

De resto, o estande da Argentina estava bem bacana, achei menos caótico que 2013, mas ainda assim muito cheio. Alguns estandes, como a Saraiva, impossíveis de entrar. E outros que não valia a pena, pelo menos, para mim, em razão do valor ser o mesmo ou até mais caro do que vejo nas livrarias pela internet. É aquilo, é bom ter em mente, mais ou menos que seja, o que você quer e o valor por fora para não ser engando por falsas promoções.

Anúncios

Sobre a questão da mulher em Game Of Thrones

Quotation-George-R-R-Martin-women-people-Meetville-Quotes-200687

Temos mais uma cena “polêmica” em Game Of Thrones envolvendo violência contra a mulher. E uma vez mais as discussões nem sempre chegam ao núcleo do problema. É mais que “Livro x Série”. Quem me conhece sabe que não sou xiita no quesito adaptações, o próprio nome já diz, não será igual aos livros, não deve ser e não pode ser. Contudo, defendo que a essência da obra literária deva permanecer, e depois de emendar uma temporada na outra de Game Of Thrones, como bem sabem, é impossível não perceber que algumas adaptações não foram bem sucedidas, como Dorne, quase risível.

A retirada de personagens interessantes, principalmente mulheres, também não foi difícil de notar. O cerne de algumas personagens também foi alterado, suas trajetórias, sendo a violência contra a mulher, em grande parte não ocorrida nos livros, utilizada em algumas ocasiões para vitimizar ao invés de empoderar. Será que chocar o público e polemizar é mais importante do que a preocupação e cuidado em adaptar uma obra que retrata tão bem o papel da mulher, mesmo dentro das adversidades que o próprio universo proporciona? Não vou ficar aqui discorrendo sobre o assunto, deixarei alguns links da página Game Of Thrones BR, cuja leitura, não apenas do texto em si, mas dos comentários, acredito que contribuirá para que tenham uma opinião mais fundamentada. Concordando ou não. O importante é não apelar para “mimi” “recalque” , pois nem tudo, na verdade, a grande maioria das coisas na vida não se resumem à essas duas expressões. Valendo sempre lembrar que entretenimento não é apenas distração,  também é meio de perpetuar conceitos, culturas e ideais de uma sociedade.

E já respondendo: Não vou deixar de assistir a série, o que não me impede de criticá-la/questioná-la quando achar que devo.

Dia da Literatura Brasileira

1° de Maio é aniversário de José de Alencar, e a data escolhida para celebração da Literatura Brasileira. Como homenagem, reuni cinco livros de autores nacionais contemporâneos que já foram resenhados aqui no Blog. Confira:

1 – Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera

Barba Ensopada de Sangue

Barba ensopada de sangue é um livro intenso, elaborado e com personagens tão concretos que dá vontade de abraçar. Escrito todo no presente, uma tendência atual, nos faz entrar ainda mais na história.

Com uma narrativa incrível, diálogos ágeis e bem construídos (sem aquela artificialidade com a qual, por vezes, esbarramos por aí), um narrador impessoal nos faz acompanhar a trajetória de nosso herói, um professor de educação física sem nome, cuja condição neurológica o impossibilita de armazenar as feições humanas, ou seja, ele não lembra de ninguém, sequer do próprio rosto.

Resenha Completa: https://goo.gl/AAQTXB

2 – Corações Sujos, de Fernando Morais

Corações Sujos

O livro, na verdade, é uma grande reportagem sobre a Shindo Renmei, como o próprio subtítulo nos adianta. O cenário é o pós Segunda Guerra Mundial, quando em 1945, o Eixo é derrotado, com um final tristemente cinematográfico e altamente questionável (como se uma guerra por si só não fosse questionável?!): as bombas nucleares sobre Hiroshima e Nagazaki, que sujaram de cinzas e sangue o já derrotado Japão.

Enquanto a Europa dividia o espólio de guerra, no Brasil, os japoneses que haviam imigrado anos antes se viram diante de um dilema até então desconhecido: Como acreditar na derrota do Império do sol nascente? Como acreditar que Hiroíto, o próprio deus encarnado, havia perecido?

Resenha Completa: https://goo.gl/ckebVi

3 – Amores Proibidos na História do Brasil, de Maurício Oliveira

120401001Em um trajeto de mais ou menos duzentos anos na História do Brasil, o autor escolheu sete relacionamentos famosos e conturbados e escreveu sobre eles. Ao passo que se afastou da formalidade que o papel de “personagem histórico” às vezes confere a estas pessoas, nos relatou suas experiências pessoais, humanizando-os. Em uma sequência cronológica as histórias apresentadas vão de Chica da Silva e João Fernandes a Lampião e Maria Bonita, passando por D. Pedro I e a Marquesa de Santos, Giuseppe e Anita Garibaldi, Joaquim Nabuco e Eufrásia Leite, Chiquinha Gonzaga e João Batista, e Oswald de Andrade e Pagu.

Resenha Completa: https://goo.gl/deJPHl

4 – Sangue Azul, de Ana Carolina Delmas

Sangue AzulAchar-se comum é algo rotineiro na juventude. Na verdade, é mais um medo do que uma constatação. E com Olívia Spencer, a personagem principal de Sangue Azul, não era diferente. Fazer amigos havia se tornado um bloqueio, o mundo dos livros era mais sua praia e a literatura uma verdadeira fuga ( nem preciso dizer que me identifiquei nesse ponto né?).

Mas, para o bem e para o mal, tudo muda. O imaginário se torna realidade, e o impossível passa a fazer parte da rotina quando Olívia conhece Nicolas, um ruivo bonitão cujo o tema “livros” gerou uma rápida identificação, mas enquanto ela fazia mais o estilo Jane Austen, ele gostava mesmo era de uma boa história policial ao estilo Conan Doyle ou do extraordinário em Allan Poe. Um casal próximo da perfeição, convenhamos.

Resenha Completa: https://goo.gl/wHdiBI

5 – Suicidas, de Raphael Montes

suicidas

Jovens trancados em um lugar afastado começam a matar uns aos outros. Poderia ser o ponto de partida para um filme de terror adolescente ruim, mas Raphael Montes usa esses elementos para escrever um texto ousado e com bastante personalidade, principalmente se considerarmos que é seu livro de estreia.

Suicidas relata a história de nove jovens da classe média alta do Rio de Janeiro que decidem fazer uma roleta-russa. O objetivo não era o jogo pelo jogo, mas sim que todos estivessem mortos ao final. O porquê dessa tragédia ainda não tinha sido desvendado quando a polícia, um ano após o episódio, decidiu reunir as mães dos suicidas para apresentar uma evidência até então não revelada e buscar respostas. Por que jovens, aparentemente, sem motivos se mataram?

Resenha Completa: https://goo.gl/ib7QdU

Game Of Thrones #Especial

Got2

~O texto possui informações sobre o enredo~

Fui resistente à serie, inicialmente pelo menos. A velha mania de querer ler antes de assistir à adaptação, não que eu seja uma xiita no assunto, pelo contrário. Não entôo o mantra “o livro é sempre melhor”, sempre é uma palavra muito forte e existem casos em que tal afirmativa não é verdadeira. Também acredito que mudanças são importantes, até a inserção de alguns elementos pode agregar valor à história, deixar a coisa mais “redonda” para o público, como foi o caso do segundo filme da Trilogia Divergente. Contudo, em histórias tão complexas como As Crônicas de Gelo e Fogo mudanças são imprescindíveis tendo em vista que os livros possuem em média mais de 800 páginas, enquanto as temporadas são compostas de 10 episódios, com pouco mais de 50 minutos cada. Agora, se as alterações agradaram aos leitores, partindo do pressuposto de que só quem leu pode fazer tal comparação, é algo bem pessoal.

Quando assisti à primeira temporada de Game Of Thrones parecia aos meus olhos uma colcha de retalhos, um Frankenstein do Livro I, pedaços de histórias mais amplas. Engraçado como hoje percebo o quanto ela foi mais fiel ao livro do que outras temporadas. Depois disso, parei de acompanhar, continuei apenas com a leitura, como bem sabem, e só após o término do quinto livro voltei lá para a segunda temporada, de onde parei.

Em torno de duas semanas se passaram, e com tudo devidamente assistido, posso dizer: Quantas mudanças amigos! Algumas acertaram em cheio, outras eu realmente não alcancei o objetivo. Um ponto delicado de observação foi a retiradas de certos diálogos que alteram questões tênues do enredo, principalmente as relações entre determinados personagens.

GOT_Personagens

Um dos acertos, sem dúvida, foi o desenvolvimento de Sansa. Na altura em que estamos ela é bem mais forte na série. Enquanto a versão literária chorava por ter presenciado a morte da tia (que ocorreu em circunstâncias um tanto quanto diferentes) e imaginava o problema que seria mentir aos Lordes do Vale, seu eu televisivo foi lá e contou-lhes a verdade, pelo menos a parte que lhe interessava, coisa que nunca ocorreu no livro, e a meu ver, ficou melhor. Os produtores também foram felizes quando se trata de Daenerys, pois ficaram com as melhores partes, aquelas com mais ação e desenrolar, enquanto o livro, além delas, tem uma enormidade de nomes praticamente impronunciáveis e todo o mimimi.

Entretanto, como já dito, algumas mudanças me foram estranhas, como a inserção dos irmãos Reed no meio da floresta, quando eles poderiam, assim como no livro, serem os convidados dos Stark desde o início. Entendi menos ainda terem matado Jojen (algo que ainda não ocorreu nos livros, apesar dos sinais de que é inevitável), assim como os colocarem prisioneiros dos ex-patrulheiros que assassinaram Mormont e se apossaram da moradia de Craster. Para sermos sinceros, no quesito saga Brandon Stark tivemos muita coisa diferente. A forma como ele e Rickon saem de Winterfell após o incêndio e se separam, o fato de para todo o Westeros (com exceção dos Bolton, mas só ficamos sabendo disso no quinto livro) eles estarem realmente mortos, tal notícia, inclusive, foi crucial na decisão de Catelyn liberar Jamie na esperança de conseguir as filhas de volta. O caminho percorrido pro Brandon até o Corvo de Três Olhos é mais vagarosa e cheia de percalços, mas a série acertou na essência. Contudo, senti falta do Mãos Frias, um personagem misterioso e com uma aparente função importante, mas ignorado pela série, como outros.

Lannister

Também não vi, particularmente, necessidade de transformar Joffrey em um completo sádico, ele já era um menino cruel e mimado o suficiente para que o quiséssemos ver pelas costas. Contudo, sua mãe, Cersei, é exatamente igual no livro, mesmo com passagens retiradas aqui e ali, sua obsessão pelo poder é fielmente retratada. Falando em Lannister, Tyrion e Jamie foram ganhando minha simpatia ao longo da história e por isso, apesar de sentir falta da ultima conversa que tiveram, na qual o Comandante da Guarda Real abre o jogo sobe quem era realmente Tysha, a primeira mulher do nosso querido anão, fiquei aliviada pela relação dos dois ~ainda~ estar inabalada, porém, foi a declaração de que ela não era prostituta que levou Tyrion a ir atrás do pai, e a confirmação pelo mesmo, acrescentado pela cruel e irônica resposta de Tywin ao ser arguido sobre o paradeiro dela ~ para onde quer que as putas vão ~ que o levou a disparar a besta, assassinando o temível leão.

Já que fomos até Porto Real, vale dizer que alguns personagens que sequer tem voz nos livros cresceram na série, como é o caso de Margaery, cujas ambições podemos apenas deduzir, assim como algumas ações da Casa Tyrell, mas que na HBO são bem concretas.

jon_snow

Em comum, livro e série têm nas partes da trama dedicadas à Muralha, e ao verdadeiro norte, as melhores, e minhas queridas. A Batalha de Castelo Negro foi sensacional em ambos e Jon, como é sabido, é meu preferido. Se dependesse de mim, colocava ele sentado no Trono de Ferro, lhe dava um dragão e pronto. Saga encerrada! rs

Contudo, o que acho ou deixo de achar pouco importa para George R. R. Martin, que até a presente data não fez menção em publicar a continuação, Os Ventos de Inverno, causando uma grande polêmica entre os fãs, pois enquanto aguardamos o livro, a série avança normalmente na TV, e como já foi falado na mídia, o show continuará com ou sem livro. Desrespeito ao leitor? Estratégia de Marketing? Não sei. Apenas posso imaginar que a coisa cresceu a tal ponto que talvez a série tenha passado a ser prioridade, quem sabe até para o autor, que tem participação ativa no desenvolvimento da trama para a TV.

CS 67 26th October 2010

Até onde se tem notícia Martin está terminando o Livro Seis, e já declarou a vontade de levá-lo ao público antes da 6a temporada de GOT, o que seria ótimo, mas tenho minhas teorias, que envolvem, entre outras coisas, a desconfiança de que a história já está terminada, talvez precisando de uma revisão aqui e um ajuste ali, mas pronta. Talvez a vontade de prolongar algo que gera tamanha comoção e dinheiro seja grande demais.

A verdade é que fã sempre dá um jeito. Há quem esteja se recusando a acompanhar a série até o lançamento do livro, aqueles que não se importam e até quem se importe, mas vai assistir da mesma forma (me incluo nesse grupo) e a hora que o livro sair, saiu, o que não nos impede de protestar: Libera o livro Tio George!

As Crônicas de Gelo e Fogo #Especial

As Crônicas de Gelo e Fogo

Foi mais demorado do que programei, mas consegui ler os cinco livros de As Crônicas de Gelo e Fogo antes da estreia da 5a temporada da série Game of Thrones, que era, ao fim, o objetivo. Quase um ano de leituras angustiantes, por vezes arrastadas, e em vários momentos eletrizantes, mas por enquanto, acabou. Contudo, sinto que com o início da próxima temporada no domingo, 12 de abril, um especial sobre a saga seria interessante. Relembrar o que foi lido e tecer alguns comentários sobre a série, já que também a assisti nesse meio tempo, mas esse é um papo para o outro post. Vamos pelo início de tudo: Os Livros.

Livro 1: A Guerra dos Tronos.

a-guerra-os-tronos

Partindo de uma inspiração claramente medieval, e nada inocente, George R. R. Martin constrói um mundo fantástico e épico, mas absurdamente humano ao mesmo tempo. Intrigas, ódio, traição, sexo e violência se destacam em um local onde alianças surgem a partir de trocas de favores e casamentos arranjados, onde tronos são usurpados e servos traem seus reis. A forma como a história é narrada, com cada capítulo dedicado ao ponto de vista e ao que se passa com determinados personagens, nos deixa ainda mais próximos daqueles que irão redefinir, à base de muito sangue, a história do fictício continente de Westeros.

Resenha completa: http://goo.gl/Q4fmkv

Livro II: A Fúria dos Reis.

AsCronicasDeGeloEFogoLivro2AFuriaDosReis

Um ditado popular nacional poderia resumir o que se passa em A Fúria dos Reis: “É muito cacique para pouco índio”. São muitas coroas para pouco reino e Westeros colhe os amargos frutos que só uma guerra civil pode oferecer. Miséria e fome se alternam nessas páginas, mas a magia também se faz presente, afinal, dragões espreitam no além mar e o fogo traz ambiciosas promessas. Também é o livro no qual começamos a perceber que Martin tem a capacidade de ressuscitar aqueles considerados mortos.

Resenha completa: http://goo.gl/MtnhQd

Livro III: A Tormenta de Espadas.

A Tormenta de Espadas

O maior volume da saga é um divisor de águas e a consagração de Martin. É incrível seu poder de dar não apenas vida, mas pontos de vista a tantos personagens, fazendo, inclusive, com que tenhamos sentimentos conflituosos com relação a alguns deles. Vamos do ódio à empatia, e até à compaixão, por um vilão que até então era tido como cruel e insensível. Assistimos ao mais racional de todos agir por puro ódio e vingança. E aquele que parecia invencível perde tudo em uma decisão equivocada, mostrando o jovem que ainda era. Outros apenas mantém seu padrão de comportamento gerador de ódio entre os leitores, apenas justificando nossa já existente sede por seu sangue. Aqui, personagens que tiveram capítulos arrastados no segundo livro tem mais destaque, como a Mãe dos Dragões, que em apenas uma palavra me conquistou. Uma parte afastada e fria de Westeros também ganha bastante atenção, A Muralha e as terras para lá dela , que através dos olhares do bastardo mais amado, Jon Snow, e do gordinho mais sortudo e simpático, Samwell Tarly, trazem os capítulos mais fantásticos, pois é lá que o inverno chega primeiro, e onde os mortos não estão onde deveriam.

Resenha completa: http://goo.gl/8HRBsj

Livro IV: O Festim Dos Corvos

o-festim-dos-corvos

O mais curto, e ao mesmo tempo, mais longo dos livros da série tem a missão de dar continuidade ao terceiro e épico volume, que deixa o leitor sedento, ansioso pelo desenrolar de algumas histórias. Contudo, as páginas passam, os capítulos se arrastam, nomes se repetem e nada. Há pouca alternância de personagens diante da enormidade de vozes que a história possui, e aos que foi dada a oportunidade de falar, suas rotinas muitas vezes os consumiam. Alguns nadaram, nadaram e nadaram, para ao fim, morrerem na praia. Tramas, intrigas e maracutaias se desenrolaram, claro, é de GOT que estamos falando, mas outras são apenas mais do mesmo. Vemos pouco, ou melhor, quase nada da Muralha e dragões são só alusões distantes. Na verdade, o foco do livro é em Porto Real e adjacências, como Dorne e as Ilhas de Ferro. Entretanto, como Martin sabia que tal seleção não nos passaria despercebido, concedeu-nos uma explicação, e fez-nos uma promessa.

Resenha completa: http://goo.gl/j8k579

Livro V: A Dança dos Dragões

A Dança dos Dragões

Martin cumpre sua promessa. Dá voz novamente aos personagens que tanto sentimos falta em O Festim dos Corvos, Jon, Arya, Bran, Tyrion e Daenerys, além de outros, como Sor Davos e até Melisandre, fechando lacunas e completando o contexto, do qual só tínhamos parte das informações. Aqui ninguém anda em círculos, todos avançam. Então, um cavaleiro outrora odiado retoma sua fala e percebemos que chegou a hora, aquele momento em que não se sabe de mais nada e tudo pode acontecer, pois a história avança temporalmente após páginas e páginas em que corria paralelamente ao Livro IV. Contudo, não só de personagens antigos o livro se faz, novas e surpreendentes peças também entram no Jogo dos Tronos, assim como algumas ressurgem, pois aparentemente, Tio George também ressuscita os mortos, e vários nessas páginas.

Resenha completa: http://goo.gl/t94bqe

Dia do Leitor

Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.

(Cícero)

Foto por Joel Robison
Foto por Joel Robison

Uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada.

 (Tyrion Lannister – G. R. R. Martin)

Pois a paixão pelos livros nos acompanha desde os tempos mais longínquos.

Feliz Dia do Leitor!