O Cavaleiro dos Sete Reinos

O Cavaleiro dos Sete Reinos

O Cavaleiro dos Sete Reinos é, na verdade, uma reunião de contos, que claramente inspirados nas histórias e lendas de cavalaria da Idade Média, trazem as aventuras e peripécias de Dunk, um cavaleiro andante, e seu inusitado escudeiro, Egg, noventa anos antes de A Guerra dos Tronos.

Ambos têm papéis de destaque na história dos Sete Reinos, e aqueles que já enfrentaram as milhares de páginas das Crônicas de Gelo e Fogo tem uma noção disso, mas como todo relacionamento, há um início, e com a amizade desses dois não foi diferente, salvo o fato de George R. R. Martin ter resolvido compartilhá-lo conosco.

Em O Cavaleiro Andante, a primeira história, o recém nomeado cavaleiro Sor Duncan, o Alto, Dunk para os íntimos, decide iniciar suas solitárias andanças em um torneio, mas não sem antes esbarrar com um menino careca chamado Egg, que insiste em ser seu escudeiro. Contudo, sua nobreza, não de sangue, mas de atitude, o coloca em uma grande enrascada, que além de pôr em risco sua própria vida, é capaz de levar outras consigo.

Após o desfecho do torneio de Vaufreixo, e já de posse da informação de quem realmente seu escudeiro é, em A Espada Juramentada, Dunk e Egg estão prestando seus serviços a Sor Eustace Osgrey, um velho senhor maltratado pela própria história, através do qual ficamos sabendo um pouco mais sobre a Rebelião BlackFryre, citada nas Crônicas. E como toda aventura, temos mais uma complicação no caminho, e mais um combate pela frente.

Na terceira e última história, O Cavaleiro Misterioso, o objetivo da dupla é chegar ao norte para ver a Muralha, e tentar servir à casa Stark. Entretanto, um torneio durante uma festa de casamento, cujo prêmio é nada mais, nada menos, que um ovo de dragão, os desvia de seu destino e, novamente, eles se veem em uma confusão, muito maior que eles dois dessa vez.

Uma das coisas mais interessantes, além das histórias em si, é que através delas “pescamos” mais informações sobre Westeros, principalmente sobre a Casa Targaryen, inclusive, angariando elementos para reforçar o afastamento de algumas lendas sobre o sangue do dragão. Também temos uma ideia do que é um verão nesse estranho continente ( a não ser que você seja do Rio de Janeiro!rs), pois nas Crônicas vivemos sobre as amenidades (apenas climáticas, diga-se de passagem) de um gostoso outono, até nos depararmos com o temido inverno.

Se é uma boa porta de entrada para o mundo de George R.R.Martin, isso irá depender de cada um. A narrativa é mais simples, menor e bem menos complexa do que nas Crônicas, o que pode levar alguns a não se interessarem tanto por esse mundo logo de início, enquanto para quem terminou a leitura dos cinco livros já publicados, tais histórias servem de alento durante a longa espera pelos próximos volumes, e uma forma de saber mais sobre esse universo.

*Resenha publicada no site Indique Um Livro

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