Jardim Secreto, minha experiência

Os polêmicos livros para colorir viraram tendência nos últimos meses. Quem AMA. Quem ODEIA. Quem NÃO SE IMPORTA.

A ideia é ótima e as ilustrações são lindas. Para quem é obcecado com tudo a promessa de desestressar pode ser tentadora, mas convenhamos, simplista para quem realmente convive com problemas de ansiedade. Então, desde já, confesso que adquiri o livro pelas ilustrações, o grande chamariz para mim.

Agora vamos à parte na qual contarei a MINHA experiência, deixando claro, cristalino, que cada pessoa, dependendo de uma série de variáveis, desenvolverá uma relação específica com esse tipo de livro.

Eu tentei, juro que tentei, até fui sincera ao dizer que estava curtindo, mas depois de seis meses chegou a hora de admitir: ABANDONEI O JARDIM SECRETO.

Ok, foi beeeem menos dramático.

Inicialmente comprei um conjunto mais em conta de lápis de cor, pois eu sabia que se fosse usar qualquer tipo de caneta ou aquarela o resultado seria desastroso. Contudo, as cores não saiam definidas, acabava tendo que forçar mais o papel e mesmo assim a gama de cores prometidas revelou-se decepcionante. Então, comprei um outro kit, daquela marca famosa. Aí sim, as cores estavam mais vivas e fáceis de aplicar.

Agora começa o problema entre o lápis e o livro, eu. Não tenho habilidades artísticas, todas foram para o meu irmão, que pinta quadros maravilhosos e desenha incrivelmente bem, assim como meu avô e minha madrinha (irmã da minha mãe), viu que é genético? alguém da geração fica com o dom, não fui eu. Sendo assim, eu não conseguia combinar as cores direito, mantê-las dentro das linhas também mostrou-se uma tarefa bem complicada. O resultado não estava ficando bom, não para os olhos de uma perfeccionista, ao passo que na internet começaram a pipocar resultados incríveis, mescla de cores impactantes e complexas, e mais livros, mais e mais e mais, com  temas super variados. E eu? ainda presa na primeira página do Jardim Secreto.

Jardim Secreto_Oqueequeolivrotem

Sabemos que qualquer atividade voltada ao trabalho manual e/ou artístico estimula a concentração e a criatividade, e os livros de colorir podem sim gerar satisfação pessoal e prazer para quem interage com o material, mas como qualquer coisa na vida, não é para todo mundo. Nem todos irão efetivamente relaxar, alguns ficarão irritados por não conseguirem o efeito x ou y que viram na internet, outros, desapontados por não alcançarem o nível de paciência e paz interior necessários para colorir o livro todo (acho que me enquadro por aqui). Há quem prefira, inclusive, fazer os próprios desenhos, e muita gente que está se divertindo e até participando de encontros com outros amantes desse mundo colorido.

Para mim a experiência foi até bacana, como disse, fui sincera quando me empolguei com os desenhos, com as pinturas que fiz inicialmente, e até com a ideia do segundo livro da Johanna, mas hoje, apesar de continuar achando o livro lindo, perdi a paciência. Vejo até ilustrações que me interessam mais, como as do Livro do Sossego, ou as do  The Tattto Colouring Book, que vi em uma lista do Buzzfeed de livros do gênero (a moda não é só aqui), mas não pretendo, tão cedo, me enveredar por essas artes novamente, ficarei “só” com as palavras por enquanto.

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2 comentários sobre “Jardim Secreto, minha experiência

  1. Bianca FonsecaSeu olhar em relação as suas habilidades foi duro de mais..como sua admiradora vejo mais habilidades em você do que um simples pintar e desenhar.Nem todos nascem com dons manuais..mas todos nascem para brilhar..o que é o seu caso.Anilza Fonseca

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