Me apaixonei por aí #7

É tempo de vermos o que se destacou na semana, pelo menos na minha, e no pouco tempo que fiquei online. Foi uma semana conturbada.

1 – Sherlock no Natal Vitoriano

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O tão aguardado Especial de Natal de Sherlock ~uma das melhores séries de todos os tempos ~ terá como cenário temporal a Era Vitoriana. Não é nenhuma super novidade. Quem acompanha as notícias sobre a série já havia visto imagens e declarações que indicavam tal contexto, mas temos uma confirmação de Steven Moffat, uma das mentes por trás da série, e sendo o hiato entre as temporadas tão longo, qualquer informação é um afago ao coração dos fãs. O Especial irá ao ar em Dezembro, e a próxima temporada vem logo em seguida, em 2016. Ansiedade define.

(Via Ligado Em Série)

2 – Beatles e Stones saem em quadrinhos

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Se você nunca tinha pensado nisso, o cartunista finlandês Mauri Kunnas pensou e realizou. As Graphic Novels, segundo a reportagem do Estadão, possuem um tom bastante sarcástico, mas como ele é mais fã dos Beatles que dos Rolling Stones, pega mais leve com os primeiros. Em Beatles com A: O Nascimento de Uma Banda o lado biográfico é mais evidente, focada no início do quarteto, ao passo que Mac Moose e os Stones é viagem total, para terem uma ideia, a sinopse : um escritor de livros policiais de segunda abriga em sua casa o guitarrista Keith Ricardos, da banda Rolling Gallstones (As Pedras de Vesícula Rolantes), que acaba de escapar de um grupo de terroristas que fez refém toda a banda. Acredito que haja muita controvérsia naquelas páginas e fiquei curiosa, talvez mais com a ideia do que com a realização propriamente dita, mas só lendo para descobrir.

(Via Estadão)

3 – Comidas de Game Of Thrones 

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Eu tinha um projeto, que até chegou a ganhar uma categoria aqui no Blog, de transferir para a realidade comidas imaginadas nos livros. Há até uma lista com receitas à serem experimentadas, mas ainda não consegui me organizar o suficiente. Sendo assim, era esperado que os quitutes descritos em GOT chamassem minha atenção, às vezes salivando, outras embrulhando o estômago, afinal, vinho quente com mel e especiarias, ok, agora pombos ~ratos de asas~ acho melhor não.

Não prometo pratos de GOT, pois em geral, são complicados em razão da inspiração medieval, mas quem sabe uma inspiração ou simplesmente tirar do papel outras receitas literárias que estão à espera no caderninho? Adianto que tem uma de torta de maçã que…Ummmmm

(Via Garotas Geeks)

4 – Gabo foi homenageado no Festival de Cinema de Cartagena

Colombian author Gabriel Garcia Marquez stands outside his house on his 87th birthday in Mexico City

O Festival Internacional de Cinema de Cartagena é um dos mais famosos do mundo e em sua 55a Edição fez uma homenagem ao escritor Gabriel García Marquez, falecido ano passado. A lembrança ficou a cargo da retrospectiva “Gabo: os filmes da minha vida”, que lembrou os filmes que marcaram a produção literária do Nobel de Literatura, pois como o diretor colombiano Lisandro Duque lembrou, “Gabo era um cineasta. Nunca foi a uma academia onde ensinassem literatura, ele, como literato, foi autodidata, mas como cineasta se educou no centro de formação de Roma”. Procurei vídeos, mais informações, mas foi só o que consegui. O que posso fazer é  imaginar e esperar que as homenagens nunca cessem, sempre nos (re)lembrando de seu brilhantismo.

(Via Terra)

5- Não estamos escrevendo muito sobre o que não nos pertence mais?

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Essa pergunta chamou minha atenção em alguma rede social, o que acabou levanto-me à leitura do texto ~http://homoliteratus.com/nao-estamos-escrevendo-muito-sobre-o-que-nao-nos-pertence-mais/ ~, pois acho a reflexão super válida e aproveitei o ensejo para compartilhá-la.

A proposta do texto foi questionar as escolhas referenciais dos autores que nos são contemporâneos, pois hoje vivemos em um mundo altamente complexo e inspirador, mas, segundo o autor do texto, os escritores prefeririam expressões, situações e psiques muitos ligados à décadas passadas, deixando-nos algumas perguntas no ar. Deveriam inserir itens do nosso dia-a-dia em suas histórias, como Twitter, Facebook, Smartphones? Deveriam trocar o jantar regado à vinho e whisky pelo happy hour com chopp duplo até às 20hs? Já li textos, cujos nomes, infelizmente, me falham à memória, que buscaram fielmente essa contemporização e me causaram estranheza, enquanto outros que o mesmo fizeram, terminei por me identificar. Acredito que irá depende da proposta do autor, da trama, do contexto e do leitor, inclusive. Depende, a grande resposta para muitas questões da atualidade.

Há algumas semanas li um artigo que trazia um enfoque semelhante, mas direcionado ao cinema. A ideia partia da percepção de que muitos cineastas estariam optando por ambientar suas histórias em períodos menos tecnológicos, pois alguns dispositivos do nosso cotidiano atrapalhariam suas tramas. Estariam agarrados ao passado e à fórmulas batidas? Deveriam buscar novas respostas e possibilidades? O tempo da experimentação no cinema e na literatura teria chegado ao fim? Mais perguntas. Imagino que muita gente esteja criando coisas novas, perspectivas e olhares diferenciados, mas devemos lembrar que hoje tudo se transforma em Indústria, espera-se uma padronização, assim como a certeza do lucro e muitas vezes a arte, nesse processo, acaba saindo prejudicada.

Também temos a perspectiva do saudosismo. Por exemplo: Estamos sendo bombardeados nos últimos anos por remakes, que quase sempre perdem quando comparados aos originais, muitas vezes por questões afetivas, pois apegamo-nos ao passado ~ e as vezes são ruins mesmo~, é mais fácil olhar para trás, imaginar que antigamente a vida era mais simples, mais romântica, mais inspiradora, mais e mais e mais, mas será?

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2 comentários em “Me apaixonei por aí #7”

  1. Pera, muitos tópicos para comentar. Vou começar a ler agora esse texto sobre o que não nos pertence mais, achei muito interessante o assunto. Adorei a ideia de reproduzir comidas, já tentei reproduzir o manjar turco de Narnia. Sherlock, Gabo e Beatles ❤ Não sabia de nenhuma das notícias, fiquei feliz com as três.

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