O Jovem Sherlock Holmes – Nuvem da Morte

Sherlock-Holmes-capa

Não é novidade o fato de eu AMAR as histórias de Sherlock Holmes, no cinema, na TV e, obviamente, nos livros. Sendo assim, a versão adolescente do detetive criada por Andrew Lane estava na mira há algum tempo.

A maioria de nós conheceu Sherlock sob o olhar construído por Conan Doyle. Um detetive que já passara dos 30 e em pleno gozo de suas habilidades dedutivas. Contudo, pouco nos foi informado sobre sua juventude, e é aí que Nuvem da Morte, o primeiro livro de uma coleção intitulada O Jovem Sherlock Homes, entra, trazendo novidades sobre esse personagem tão querido.

Com apenas 14 anos Sherlock foi obrigado por seu irmão mais velho Mycroft a passar as férias na casa de tios que nunca haviam lhe sido apresentados. Afastado de casa e da família, sua costumeira solidão se aprofunda, pelo menos até conhecer Matthew Arnatt, um menino completamente solto no mundo e com o qual passa a desbravar as redondezas da pequena Farnham. Outro personagem que surge para retirar o jovem do tédio é o Sr. Amyus Crowe, um tutor contratado por Mycroft, que não restringia suas lições à aulas sobre a natureza e o modo como observar o mundo, na verdade, estava mesmo era ensinando-o a pensar.

E é entre as andanças com Matt e Crowe que Sherlock esbarra em duas mortes assustadoras e inexplicáveis, que logo se tornarão seu primeiro mistério. Um investigação regada a muita correria, perseguições e escoriações se desenrola, colocando a vida de Sherlock e a dos que o cercam em risco em mais de uma oportunidade, dando uma boa porção de ação à trama.

A narrativa corre fluida, com breves momentos que considerei dispensáveis, mas no geral prende o leitor, que avançará as páginas ansioso pelas descobertas do ainda inexperiente, mas já sagaz, intelecto de nosso amado detetive.

Percebe-se que Lane foi cuidadoso ao construir um cenário crível para o período histórico em que o jovem Sherlock é inserido, talvez com uma licença poética aqui e ali para não afastar o público infanto-juvenil, cujo livro busca alcançar.

Minha esperança, e imagino que essa seja a ideia do autor, é que ao longo dos livros o personagem vá se desenvolvendo, quem sabe até o período da narrativa de Conan Doyle.

DL do TigreLivro lido para o Desafio Literário do Tigre, mês de fevereiro.

Tema: Da minha fila de leitura

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