O Guia do Mochileiro das Galáxias

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s.f. Faculdade de representar objetos pelo pensamento: ter uma imaginação viva./Faculdade de inventar, criar, conceber: artista de muita imaginação.

Quando Aurélio escreveu esse verbete, Douglas Adams já ensaiava como explorá-lo ao máximo para criar um dos clássicos da ficção científica, O Guia do Mochileiro das Galáxias. O volume um da trilogia de cinco, cuja história é a de um cara comum que, em uma relação de improbabilidade infinita, se vê perambulando pelo Universo ao lado de seu amigo extraterrestre com uma toalha nos ombros.

Esse cara se chama Arthur Dent e certa vez ele acordou esperando por mais um típico dia inglês, mas se deparou com homens e máquinas preparados para derrubar sua casa. Em meio a protestos, chiliques e muita lama, Arthur foi convencido por seu amigo Ford Prefect a se dirigir ao bar mais próximo, pois eles definitivamente precisariam de alguns chopes antes do iria acontecer, nada mais, nada menos, que a destruição da “praticamente inofensiva” Terra.

E assim, antes do meio-dia Arthur descobriu que não só a sua casa seria destruída, mas todo o Planeta, que Ford era um alienígena disfarçado de ator desempregado, mas que na verdade fazia pesquisa de campo para uma atualização do Guia do Mochileiro das Galáxias, e pretendia salvá-los pegando carona em uma nave vogon, deixando bem claro aqui que os vogons não são conhecidos por sua hospitalidade.

De aventura em aventura, Arthur e Ford vão encarando situações cômicas, muitas delas sem qualquer parâmetro na realidade. Reencontram parentes, como o primo de Ford, o excêntrico Zaphod Beeblebrox, atual Presidente da Galáxia, que viajava em uma nave roubada na companhia de Trillian, um flerte não muito bem sucedido de Arthur, ainda na Terra. Muitas coincidências, ou não.

No meio desses reencontros inesperados e de algumas descobertas reveladoras, ou nem tanto, a escrita de Adams, carregada na ironia e nas piadas, muitas das vezes, subentendidas, revela uma verdadeira crítica ao homem, a nossa obsessão pela burocracia, à política e à sociedade como um todo.

Vale a pena se permitir rir e entrar nesse mundo caótico de Adam e descobrir que o verdadeiro caos está dentro de nós, individual e coletivamente.

Mas não esqueçam, antes de tudo: NÃO ENTRE EM PÂNICO!

untitled (2) Tema de Agosto (“Risos”) do Desafio Literário do Tigre – √

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4 comentários sobre “O Guia do Mochileiro das Galáxias

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